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Como sair da sua zona de conforto sem perder o equilíbrio emocional

Livros sobre carreiras e filmes infantis dão boas pistas para você encontrar o que funciona melhor com você

Aquela sensação agradável de revigoramento que um filme, aparentemente besta, nos proporciona pode durar cerca de uma hora depois que os créditos deixam a tela. Nós sabemos que existe esse gostinho de motivação para fazer o que realmente queremos e amamos após as vitórias dos protagonistas encherem nosso neurossistema. Porém, isso não dura para sempre e seguir em busca de mais e mais recompensas rápidas pode nos levar por caminhos nada saudáveis.

Apesar do apelo constante (presente até mesmo no título deste texto) de sairmos de nossa zona de conforto, ela existe por um motivo simples: hábito. Com esse mecanismo, nosso cérebro poupa muita energia e nos permite viver sem precisar "reinventar a roda" a cada ação que desejarmos. O jornalista Charles Duhigg mostra isso, e ensina como usar os mecanismos do cérebro a seu favor, no livro "O Poder do Hábito", construído com embasamento de diversas entrevistas e estudos acadêmicos. Nossos padrões de comportamento podem constituir ações saudáveis, que ajudem no nosso dia a dia, afinal, não podemos esperar ter esse gostinho de incentivo para fazer o que precisamos.

Não devemos esperar essas supermotivados e felizes o tempo inteiro. Isso não funciona. Assim como não se pode perseguir a zona fora do conforto a todo momento, seria exaustivo. A zona de conforto é benéfica enquanto ajuda você a se fortalecer e passar para a "fase" seguinte, para desafios maiores - já que, após algum tempo, suas habilidades também serão maiores.

O que precisamos é de bons hábitos. Gatilhos que nos motivem a agir para situações que queremos e que sejam agradáveis para continuar desempenhando. Um bom paralelo para isso está nas academias. O educador físico sabe que não se deve levantar 100kg logo de cara. Se você é um sedentário querendo entrar em forma, pegue leve e vá aumentando a carga aos poucos. O que prejudica a maioria das pessoas é se jogar em extremos: ou viver do mesmo jeito sempre e sempre ou se arremessar num projeto além da capacidade que tem no momento.

Se sabemos aonde desejamos ir, precisamos saber também das etapas. O que eu preciso para chegar lá? Quais habilidades devo ter e como eu adquiro isso? Ser motivado é massa, mas é muito bom também quando tempos os pés no chão para perceber o percurso com calma. Tranquilidade e ação.

O livro "Ansiedade, o mal do século", de Augusto Cury também é uma boa indicação nessa conversa. Afinal, quantos não querem tudo ao mesmo tempo e acabam não fazendo nada?

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