Return to site

Fundadores contam a história do Bunker Coworking

Conheça a trajetória  do espaço colaborativo que reúne empreendedores de  diversas áreas

Após sete anos trabalhando na indústria naval, Carlos Mendonça sentia que deveria fazer algo novo. Estava no Rio Grande do Sul, a trabalho, com sua família, quando começou a pesquisar sobre o que poderia fazer. Estudando sobre empreendedorismo se deparou com a ideia de coworking.

“Um colega me apresentou o modelo e eu adorei. Visitei alguns espaços como o dele”, conta Carlos. “Lá houve a apresentação de um documentário, fruto de uma parceria do espaço com um grupo que criou o trabalho e o acordo era que a primeira apresentação fosse lá. O lugar lotou. Estava cheio de pessoas conversando, trocando ideias... Foi bastante marcante”, relembra. Ali tomou a decisão: montaria uma área para trabalhar aquilo: a comunidade e a troca.

Do sonho a concretização foram seis meses de planejamento e oito meses de reforma. “Precisávamos dar uma cara ao espaço, era algo que levava tempo, mas foi bom para criarmos um vínculo com o bairro. O Poço [da Panela] é muito interessante, agradável. Algo que hoje podemos chamar de nosso”, diz.

“Tudo que a gente faz, fazemos em colaboração um com o outro. Eu gostei da ideia, do modelo de negócio”, conta Isabelle Mesquita, também dona do Bunker, que embarcou junto com Carlos, seu marido, na nova empreitada.“ Ela explica que buscava uma nova experiência, e um coworking se mostrou um desafio a altura. “Tinha a questão de me desafiar, conhecer novas áreas, novos domínios, novos conhecimentos. Aprender um pouco de outro mundo, de outras áreas”, completa.

Durante a reforma, a mão de obra e os serviços eram obtidos no bairro, incentivando os negócios ao redor. Na área não havia maquinário que levantasse vigas, e as que constituem o Bunker Coworking foram erguidas com a força de oito homens, uma de cada vez. A olho nu ninguém vê, mas os dez pilares que rodeiam o Bunker tem história. “Não foi fácil”, resume o dono.

Tendo aberto o espaço em setembro de 2016, o coworking ainda possui desafios a superar. “Quero efetivamente tornar o Bunker um lugar de conexão. Porque isso já existe e acontece, mas quero firmar o espaço como referência na área profissional”, planeja Carlos.

O ambiente já agrega diversas histórias. Nesse um ano e meio, já passaram e ainda convivem por aqui grupos variados. “Hoje temos uma empresa de cervejaria artesanal trabalhando no espaço colaborativo, outra de engenharia, assessoria literária e de vendas. Também alugamos bastante as salas de reuniões, ajudamos na divulgação de eventos e recebemos várias aulas, formação de equipes, coaching, entre outros serviços”, cita o founder do Bunker.

“Procuramos integrar esses grupos sempre que possível. Já fizemos confraternização de fim de ano, São João e até momentos de palestras onde alguns coworkers contaram da sua experiência”, detalha. O Coworking Day contou com dinâmicas que envolviam arte, dança e pintura. Algumas das falas foram bastante inspiradoras como a de Mozart Araújo. Desenvolvedor de sistemas e com baixa mobilidade, Mozart encontrava ali pessoas com quem dividir experiência.

“Promovíamos esses momentos, porque ele é dono de uma história muito bonita, e uma das filosofias da comunidade é criar laços”, conta Carlos. Assim, mesmo aqueles que utilizam salas privativas não deixam de fazer parte dessa vivência interessante que é uma comunidade de cowork.

O coworking oferece a justa medida entre aqueles que querem um ambiente inspirador para trabalhar, com chances de troca com outros profissionais. Há o equilíbrio entre a conexão que o home office não possui, mas sem as distrações que cafés e locais públicos teriam. “Buscamos oferecer sempre um atendimento personalizado com flexibilidade e boa estrutura. Construímos o espaço para que todos se sintam à vontade e motivados”, pontua Carlos.

All Posts
×

Almost done…

We just sent you an email. Please click the link in the email to confirm your subscription!

OKSubscriptions powered by Strikingly