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Os malefícios de não compartilhar conhecimento com a sua equipe

Quer mesmo ser detentor do conhecimento?

· empreendedorismo,liderança,conhecimento

Por Rafael Rodrigues

Esses dias estava assistindo Master Chef e o no episódio em questão, os participantes foram divididos em dois grupos para cozinhar durante um evento para 60 pessoas e alguns chefs de cozinha. Enquanto um grupo realizava a tarefa, focando na especialidade de cada um, sob a liderança de um cozinheiro que estava mais preocupado em ajudar cada “praça” do que mandar, o outro grupo era visto apenas pelos olhos, mãos, critérios e opinião de uma pessoa, ignorando o que os outros competidores diziam, que apenas ouviam ordens. O líder dispensou a opinião de todos, era rígido, grosseiro e não estava interessado no conhecimento de pessoas que poderiam ajudá-lo - e muito - na realização da prova.

Resultado: O primeiro time teve a aprovação de 98% do público e dos chefs. Enquanto o segundo amargou 2%.

Trabalhar com equipes, seja a sua união erguida pela amizade, pelo trabalho, ou mesmo por contratação, sem vínculos anteriores, requer muito planejamento, a começar por nós mesmos. Em que posição eu estou? Como posso ajudar? Como posso repassar meus conhecimentos como benefício ao meu grupo? É necessário ter essa troca de habilidades e não apenas guardar para si como se fosse um bem intocável. Muito pelo contrário, habilidades são construídas por um ponto de vista, mas pode ser lapidada por um conjunto de pessoas interessadas no objetivo final e enriquecer o que você sabe.

E isso pode ser visto com densidade em espaços colaborativos, onde as startups e empresas trabalham numa direção corporativa, onde todos seguem um líder, onde ele atua do lado dos companheiros e todos trabalham para chegar no objetivo final. O coworking supre a necessidade física dos negócios, mas pelo seu espírito empreendedor, acaba disseminando essa cultura da importância de compartilhar conhecimento no ambiente de trabalho.

O valor do conhecimento

Cada um de nós aprende algo de acordo com o nosso ponto de vista, e partir disso, tecemos a nossa linha de trabalho com o que aprendemos. Se apenas seguimos esta linha, será muito difícil chegarmos a resultados como inovação e originalidade, esquecendo de se destacar no meio de atuação. Mas, se permitimos aprender com pessoas, tendo outros pontos de vista, técnicas e deixar que elas demonstrem o que sabem, aí sim, podemos construir e atualizar uma linha de trabalho única e sempre renovada. A ideia é compartilhar conhecimento para conquistar o primeiro lugar no mercado.

O coletivo precisa agir com um só corpo. Precisamos ser altruístas conosco e dentro do nosso trabalho, em especial, para equipes onde há integrantes com talentos diferentes, onde cada um pode aprender sempre, seja em comunicação, design, T.I. artes, culinária, saúde, direito, o que for. Sempre podemos converter sabedoria em criação.

O mal de ser um chefe.

Como vocês sabem, existe uma diferença entre ser um líder e um chefe. Ok, desculpe pela suposição. Para quem ainda não sabe, tem um método simples para diferenciar.

O dedo.

Isso mesmo. Um chefe gosta de mandar. “Faça isso”, “mude aquilo”, “Já terminou?”, “Termine isso”. E sempre quando existe uma pergunta do tipo: “Podemos fazer por esta forma”, “Ok, mas desta maneira é mais…” ou “Podemos apresentar deste outro jeito”, vem a seguinte resposta.

"Mas faz deste jeito, porque estou mandando. Eu sei do que estou falando”. E sempre vem acompanhado de um dedo apontado. Ele não pensa em conjunto, detém todo o conhecimento daquela tarefa, não ensina e espera que você faça o trabalho com o ponto de vista dele. Não é uma colaboração. Você apenas participa. Ponto.

O líder.

Esse também é fácil de identificar. Preste atenção nas mãos. Como ele segue o pensamento de que precisamos trabalhar todos no mesmo ritmo, ele fará questão de ensinar, mostrar, coordenar e atuar junto aos colaboradores. E sempre que uma pergunta é lançada. Ela é respondida como uma pequena “aula”, acompanhada de gestos que vão “ilustrar” o que ele quer que você saiba.

No ambiente coworking, ou mesmo numa empresa fechada, não podemos cometer erros como estes apresentados, ainda mais na época em que vivemos, onde compartilhar informação é a linha de pensamento.

Aqui na Bunker, por exemplo, temos equipes onde eles podem focar no seu ofício e aprender sobre outros assuntos, técnicas ou mesmo línguas nas outras salas. Assim como outras pessoas podem procurar essas equipes e aprender com elas, se tornar parceiros e criar serviços. E você ainda pensando que vai se tornar um ícone, pensando em guardar conhecimento pra si?

Reveja seus conceitos, meu caro. COMPARTILHE.

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