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Por que jovens e idosos investem em ter seu próprio negócio?

Pesquisas mostram o avanço desses dois grupos em montar seu próprio negócio

*Antes de ler o artigo, gostaríamos de avisar que, os nossos leitores receberão um brinde no final da leitura. Aproveite!

Vontade de empreender

2009. O empresário Heitor Rodrigues tinha 16 anos quando o seu espírito empreendedor floresceu, participando do projeto Mini Empresa, da fundação Junior Achievement, liderando a área de Recursos Humanos. Quatro anos depois, resolveu encarar a primeira experiência de frente como empresário, abrindo uma produtora de festas temáticas, voltada ao público estudantil. Entretanto, por desconhecimento de mercado, falta de recursos financeiros e planejamento, o negócio não deu certo.

Mas, calma. Segundo o Jornal do Comércio, ele esperou, estudou, se organizou com seus colegas de faculdade Pedro Ghiorzzi e Rodrigo Medina, do curso de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), e fundou a Emikatê, uma agência de marketing universitário de Porto Alegre, a primeira do segmento no país. Já foram realizados 15 eventos de entretenimento, dois acadêmicos e três esportivos atingindo, assim, cerca de 16 mil pessoas, estando do início ao fim da graduação dos seus clientes.

 Rodrigo Medina e Heitor Rodrigues, da Emikatê

 Rodrigo Medina e Heitor Rodrigues, da Emikatê 

Viu na necessidade a fonte do seu negócio

Edmundo Fernando Amaral atuava nos anos 90, vendendo alimentos higienizados nos condomínios fechados em sua cidade, Via Mão, no Rio Grande do Sul. Crescendo e participando de feiras especializadas na cidade, ele decidiu focar em apenas comida congelada, mais precisamente no ramo de petiscos, oferecendo em todos os bares da capital do estado. Entretanto, ele viu um problema, que posteriormente virou um negócio. A grande perda de resíduos do aipim e da batata doce que ele não conseguia utilizar, muito menos como ração para animais, já que não os possuía. Foi aí então que ele pensou em produzir ossinho pet totalmente orgânico, e assim nasceu a empresa Ossopim. De acordo com o jornal Zero Hora, Amaral tem 58 anos, e também possui uma incubadora de startups, com investidores canadenses interessados no seu trabalho.

Fernando Amaral

Uma semelhança

Temos dois casos aqui. E ambos com o mesmo extremo: ter o estigma de que não estão preparados para o mundo do empreendedorismo. Ser jovem demais, não ter maturidade nem experiência, e o outro exemplo que poderia aproveitar o seu tempo com o descanso e não com as preocupações de tocar uma empresa. Então, por que esses dois grupos estão motivados a trabalhar com este ramo?

Dados e pesquisa

Não podemos falar por cada um, mas temos dados que demonstram a vontade, destes em serem líderes de uma firma. Segundo uma pesquisa produzida pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), com pessoas na faixa etária dos 25 a 35 anos que residem em São Paulo e Rio de Janeiro, a vontade de montar negócios está crescendo em vários aspectos. 62,6% das brasileiras entre 25 e 35 anos desejam abrir um próprio negócio nos próximos anos. A maioria das jovens empreendedoras brasileiras é a única dona de seu negócio (55,2%), uma realidade que se distingue da observada entre os homens, onde a presença de sócios é majoritária - 55,7%.

As motivações para empreender são semelhantes entre os sexos, com a “Busca por qualidade de vida” (Homens: 72,8%, Mulheres: 78,1%) e “Realização pessoal/ realização de um sonho” (H: 76,1%, M: 76,3%) liderando. Contudo, as mulheres se sobressaíram na opção “Pela liberdade de não ter horários fixos” – 66,2% das mulheres citaram a flexibilidade de horário como motivo para empreender em um negócio próprio, frente a 54,7% dos homens. O estudo também revelou que, no Brasil, aqueles que já empreendem estão mais ligados às causas éticas e socioambientais do que jovens de outras regiões. No País, esse índice chega a 68,3%.

Você pode ler a pesquisa completa aqui.

Agora, sobre o grupo da melhor idade, o Global Entrepreneurship Monitor (GEM) organizou uma pesquisa sobre o setor empreendedor no Brasil e destacou a seguinte nota:

“É importante destacar a expressiva percentagem de indivíduos na faixa etária de 55 a 64 anos, encontrada entre os empreendedores iniciais (8,4%) e, principalmente, entre os estabelecidos (19,6%). Isso indica que a clientela de empreendedores de 55 anos ou mais, pela sua dimensão e especificidades relativas à “terceira idade”, deve merecer atenção especial das políticas de apoio ao empreendedorismo. Essas políticas, voltadas ao empreendedorismo de faixas de idade mais elevadas”.

Você pode ler a pesquisa completa aqui.

E esses dados batem com o crescimento do coworking no país. O Censo Coworking divulgou dados sobre níveis de interesses e crescimento do espaço compartilhado e notamos que houve um aumento de 52% nas aberturas de locais colaborativos em todo país, criando 10 mil posições de trabalho e tendo como clientes do ramo de consultoria, marketing, advocacia, startups e publicidade como os mais procurados. 73% do lucro com os locais ativos estão com a sua locação como posto de trabalho. Você pode conferir o infográfico completo aqui.

É bom termos esses dados publicados para nos conscientizarmos da força que o nosso país tem para produzir líderes que trarão crescimento e prosperidade através do seu trabalho. Em meio a um crise financeira e política, podemos ter medo e até optar por se afastar do sonho de ter seu negócio. Mas, sabemos que tem pessoas driblando estes problemas e se levantando como gestores da sua marca. E investir agora parece propício, tanto no seu ofício, como na estrutura e local da sua empresa.

Obrigado pela leitura. Agora, pode baixar o seu brinde e tenha um ótimo dia!

Por Rafael Rodrigues

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