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Um espaço colaborativo para todos

Por Rafael Rodrigues

Ele estava passando por um daqueles "testes" de processo seletivo para ser analista de mídias em uma empresa. No dia seguinte, ele havia recebido que havia sido contratado pela companhia para o cargo. A recepcionista que lhe deu a boa notícia, finalizou a sua frase com a seguinte colocação: "O chefe estava em dúvida com você, sobre o fato de você ser gay e pelo 'jeitinho', mas que bom que você foi contratado".

Na mentalidade de alguns empresários e gestores de empresas, a orientação sexual está fortemente ligada a capacidade e rendimento do funcionário, sobretudo como ele representará o seu negócio. Por um lado, esse pré-conceito "escondido" em frases e ações pode ser visto como uma "preferência" do empreendedor. Por outro, é simplesmente homofobia.

Este primeiro lado, o lado da preferência são de empresas que não enxergam o profissional por completo e os avaliam de forma única, sem destacar qualidades, feitos, méritos e conquistas que o profissional adquiriu e sua vida pessoal fala mais alto. Por outro lado, temos pessoas que lutam para aumentar seu currículo e seu portfólio, na esperança de ingressar no mercado de trabalho e acabam ouvindo um não com uma resposta vaga, do tipo: "Seu perfil não se encaixa com o perfil da empresa".

O coworking é um espaço colaborativo, onde pessoas se conectam e promovem conhecimento, negócios, amizades e a troca de experiências entre cada um. Não existe restrição de perfil, muito pelo contrário: quanto mais pessoas com características diferentes uma das outras, seja profissional ou pessoal, melhor e mais inovador será o trabalho a ser criado e melhor serão as relações, porque há a possibilidade de aprender com cada um e não apenas dispensar pessoas.

Mas estamos revertendo anos de repressão aos poucos. Desde abril, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) reconhecem o nome social de médicos e advogados trans, assim como o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), que teve 406 candidatos inscritos em 2016 usando o nome social. Nas últimas eleições, tivemos 377 candidatos LGBTQ, com 80 eleitos, de acordo com a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT).

No mundo corporativo, a discussão está sendo ampliada para o comportamento das empresas sobre questões LGBTQ. Segundo uma pesquisa norte-americana da Cone Communications and Ebiquity, 90% das pessoas estão dispostas a sabotar uma marca se não sentem que a empresa adota valores que são importantes para elas. E 88% dos consumidores serão fiéis a uma companhia que ativamente apoia questões sociais progressistas. A Economist Intelligence Unit sugere que as empresas que promovem a inclusão podem ser até 30% mais produtivas.

Viu como o preconceito é até pior para a economia?

Coworking enquanto refúgio e a chance de ter um empreendimento

A Casa 1, inaugurada em São Paulo é uma residência de 12 moradores em uma república de acolhimento, e também um Centro Cultural composta de salão de exposição, sala de cursos, palestras e workshops e uma biblioteca aberta ao público. A casa fica aberta das 10h às 22h diariamente para receber quem precisa de apoio, lazer, entretenimento e quiser colocar em prática seus projetos. Atualmente eles estão num projeto de crowdfunding para angariar fundos e quem quiser conhecer e ajudar a casa, é só clicar aqui.

Dentro do ambiente coworking, o empreendedor que quiser montar e evoluir o seu negócio não terá problemas em relação a sua orientação ou processo de transição. A única coisa que ele terá que se preocupar é em como atrair cada vez mais clientes e aumentar a sua demanda. A estrutura física está pronta, agora falta apenas começar a trabalhar.

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